6ª Mostra (R)Existe Cinema em Ubatuba · 05 de novembro de 2026 a 08 de novembro de 2026 · Teatro Municipal de Ubatuba e Fundação Projeto Tamar
R. Antônio Atanázio, 273 — Ubatuba/SP
quinta-feira · 05 de novembro de 2026 · 19h00 · 1 filme · 1h20
Local: Teatro Municipal de Ubatuba — 22, Praça Exaltação à, R. Santa Cruz - Centro, Ubatuba - SP, 11680-000 ver no mapaAdicionar à agenda

80 min
Ao longo de dez anos e três continentes, a relação entre um refugiado centro-africano que deseja fazer um filme sobre si mesmo e uma jovem cineasta brasileira atravessa fronteiras geográficas, afetivas e culturais.
sexta-feira · 06 de novembro de 2026 · 19h00 · 6 filmes · 1h21
Local: Projeto Tamar — R. Antônio Atanázio, 273 - Jardim Paula Nobre, Ubatuba - SP, 11688-670 ver no mapaAdicionar à agenda

Direção: Cristina Prochaska, Itamires Nunes
11 min · 2026 · Ficção · Livre
Decreto 847 é um curta-metragem que aborda a história da capoeira e o período em que sua prática foi criminalizada no Brasil pelo Decreto nº 847. Através do encontro entre diferentes gerações, o filme acompanha o aprendizado do garoto Rafa e seu Mestre Cláudio. A narrativa estabelece uma ponte entre passado e presente, mostrando que aquilo que um dia foi tratado como crime hoje é reconhecido como parte fundamental do patrimônio cultural brasileiro. Entre memória, corpo, ancestralidade e resistência, Decreto 847 convida o espectador a refletir sobre a força da cultura que sobrevive à proibição e transforma a história em conhecimento, identidade e continuidade. Duração: curta-metragem 10 minutos 20 segundos Gênero: ficção Tema: capoeira, memória, resistência e patrimônio cultural.

Direção: Luiz Paulo Lopes, Rodrigo Moreno
21 min · 2026 · Documentário · Livre
Sinopse curta Entre a espiritualidade das ondas e o silêncio das marés, O Chamado do Oceano mergulha na comunhão entre o ser humano e o mar. Através de um shaper de pranchas, um surfista de ondas grandes e um oceanógrafo, o filme revela o surfe como uma filosofia de vida e um elo ancestral de preservação. Sinopse longa O surfe é mais do que um esporte. É uma linguagem compartilhada: um código fluido que vive tanto no silêncio expectante entre as séries quanto nas histórias trocadas no estacionamento depois do último caldo do dia. Mas o templo dessa cultura, o próprio oceano, está ameaçado. Microplásticos circulam nas correntes, corais branqueiam em águas cada vez mais quentes e espécies inteiras enfrentam o risco de extinção. É sobre esse horizonte que O Chamado do Oceano lança sua luz. O filme acompanha três surfistas e três formas de se relacionar com o mar, a espiritual, a física e a científica, que se encontram no mesmo horizonte líquido. Rodrigo Matsuda, shaper, traduz na madeira o gesto ancestral de moldar uma prancha à mão. Carlos Burle, recordista em ondas grandes, encarna o limite da entrega, onde o risco se torna uma forma de transcendência. Renata Porcaro, oceanógrafa e professora, une ciência e sentimento, mostrando que preservar é compreender, e que compreender também é sentir. O artesão, o atleta e a cientista formam um grupo pequeno, mas amplo o bastante para revelar o que os une: a comunhão com o mar através do surfe. Construído como uma passagem sensorial de imagens e sons que ecoam o ritmo das marés, o documentário propõe uma escuta do oceano como linguagem e um chamado para que o mar, mesmo ferido, siga nos ensinando que é sempre possível recomeçar.
sexta-feira · 06 de novembro de 2026 · 21h00 · 6 filmes · 1h22
Local: Projeto Tamar — R. Antônio Atanázio, 273 - Jardim Paula Nobre, Ubatuba - SP, 11688-670 ver no mapaAdicionar à agenda

Direção: Thais Chaves, Isabella Gonçalves
18 min · 2025 · Documentário · Livre
“Narrativas ao Sol” entrelaça memória, território e processos fotográficos históricos. O filme acompanha mulheres de Ilhabela em seus quintais, espaços onde se cultivam plantas, saberes e tradições transmitidas entre gerações. O documentário propõe um mergulho na relação entre arte, natureza e ancestralidade, revelando como a fotografia pode se tornar um gesto de cuidado, resistência e continuidade.

sábado · 07 de novembro de 2026 · 19h00 · 5 filmes · 1h21
Local: Projeto Tamar — R. Antônio Atanázio, 273 - Jardim Paula Nobre, Ubatuba - SP, 11688-670 ver no mapaAdicionar à agenda

20 min
Em um pequeno povoado, nas margens do Açude Caldeirão, uma equipe de cinema para no emaranhado do tempo. Imagens de arquivo dos anos 1970 e registros de 2017 a 2024. O território marca uma paisagem-corpo, um arquivo vivo do interior do Brasil, que guarda mitos, memórias e saudade.

sábado · 07 de novembro de 2026 · 20h30 · 6 filmes · 1h23
Local: Projeto Tamar — R. Antônio Atanázio, 273 - Jardim Paula Nobre, Ubatuba - SP, 11688-670 ver no mapaAdicionar à agenda

Direção: Felipe Scapino
22 min · 2026 · Documentário · Livre
Claro. A partir dessas informações, dá para construir uma sinopse com caráter documental e de memória cultural, destacando a origem do Boi de Conchas e a participação de Julinho Mendes, Bado Todão e Denise Luiz. Boi de Conchas é um documentário que resgata a história e a memória de uma das manifestações culturais populares de Ubatuba, no litoral norte de São Paulo. A partir de um conto de Julinho Mendes, o filme percorre as origens do Boi de Conchas e revela como a narrativa se transforma em brincadeira, música, personagens e tradição. A obra acompanha a trajetória de Julinho Mendes e Bado Todão na criação e formação do Auto do Boi de Conchas, recuperando histórias, lembranças e personagens que ajudaram a dar vida a essa manifestação. Entre relatos e memórias, o documentário revela o processo de construção do auto e sua relação com a cultura popular, a identidade e o imaginário caiçara de Ubatuba. Mais do que contar a história de um boi, o filme registra a história de uma criação que se tornou parte da memória cultural da cidade, preservando através do cinema as vozes e os saberes de quem ajudou a construir essa tradição.

Direção: Felipe Scapino
12 min · 2026 · Documentário · Livre
Cercos é um documentário sobre a tradicional arte de pesca do cerco, um saber transmitido entre gerações e profundamente ligado à vida, à cultura e ao território dos pescadores de Ubatuba. Entre redes, barcos e o movimento das marés, o filme acompanha o cotidiano dessa prática artesanal e revela também uma importante parceria entre pescadores e o Projeto Tamar, construída em torno da proteção das tartarugas marinhas. A experiência mostra como o conhecimento tradicional dos pescadores e a pesquisa científica podem dialogar na busca por formas mais responsáveis de convivência com o mar. Mais do que registrar uma técnica de pesca, Cercos apresenta histórias, saberes e relações que revelam a possibilidade de conciliar o trabalho no mar com a conservação da vida marinha.

Direção: Lorens e BN HIGh
2 min · 2026 · Videoclipe · Livre
"Coracão Orgânico", de Lorens e BN HIGH, é um Rap que faz uma crítica à hiperconectividade e a perda da essência humana na era digital.

Direção: Alexandre Manz
15 min · 2024 · Ficção · 16 anos
Um homem sobrevive a um naufrágio no Litoral Norte de São Paulo e fica isolado em uma ilha. Com o passar dos meses, a solidão começa a afetar sua sanidade, fazendo surgir uma figura misteriosa que acredita querer matá-lo. Aos poucos, essa presença revela-se como um reflexo distorcido de sua própria mente. A narrativa dialoga com histórias de naufrágios, mistérios e lendas do Litoral Norte, explorando os limites entre realidade, imaginação e sobrevivência.

Direção: Mirrah da Silva | Patricia Roxinha | Vanessa Cancian | Renato Reis
21 min · 2026 · Documentário · Livre
Vindo da Bahia, Mestre Jequié levou a mandinga da capoeira angola ao Litoral Norte de São Paulo, tornando-se uma referência em Ubatuba e região. Através das memórias de quem conviveu com ele, o filme percorre sua trajetória, entre as dificuldades da vida, a generosidade de sua arte e um legado que permanece vivo nas rodas de capoeira.
Direção: Roseane Moura
21 min · 2025 · Documentário · 10 anos
Resíduos de Esperança é um curta-documentário sobre vínculos, cuidado e os ciclos da vida e da natureza. O filme mergulha na história familiar de Gilda e Simone Godoy, tecida por memórias e afetos que transbordam para o trabalho com a gestão de resíduos. Do sólido ao simbólico, a trajetória dessa família e a vivência na Coco & Cia florescem como gestos contínuos de resistência e transformação.

Direção: Deborah Gallo
16 min · 2026 · Documentário · Livre
Documentário curta-metragem sobre a pesca de arrasto de praia, uma arte de pesca tradicional e colaborativa, realizada em todo o litoral do Brasil. Desenvolvido com a equipe de Arrasto de Praia Kapiloton, em parceria com o projeto Raias e Tubarões da Baixada Santista.

Direção: Acsa Anelise e Yasmin Sary Eldin
1 min · 2024 · Experimental · Livre
Ao revisitar uma caixa com lembranças do passado, uma jovem encontra uma reflexão sobre a felicidade e o que vem depois dela. Inspirado em uma frase de Clarice Lispector, o curta aborda memórias, passagem do tempo e os significados que permanecem mesmo depois que um momento chega ao fim. Ao deixar suas palavras dentro de um livro, a personagem transforma uma reflexão pessoal em uma pergunta que pode alcançar outra pessoa: e depois?

Direção: Paola Veiga
15 min · 2023 · Ficção · 14 anos
Tem coisas nessa vida que a gente faz porque precisa.

Direção: Thai
11 min · 2026 · Documentário · 12 anos
O filme retrata o trabalho de Txale e Fenekyá Fulni-ô a partir de seus próprios relatos e das vozes de pessoas que participam de suas vivências, tanto na aldeia quanto em outros espaços. Entre encontros, saberes e práticas culturais e espirituais, diferentes experiências revelam os caminhos construídos por eles para compartilhar sua cultura e seus conhecimentos. Ao circular por diferentes lugares e receber pessoas em seu território, Txale e Fenekyá estabelecem relações de troca que atravessam a cultura, a educação e o sustento de suas famílias e de seu povo. Dirigido por Thai, o filme é uma produção independente e também um agradecimento ao povo Fulni-ô.
24 min
Olinda é palco de uma guerra fria tardia entre a primeira prefeita comunista do Brasil e o primeiro McDonald's. O que fez Olinda ficar conhecida como a primeira cidade DO MUNDO a falir um McDonald's?

8 min
Escudo levanta uma reflexão sobre o fim da ditadura por meio das operações genocidas que marcaram a história da Baixada Santista desde a formação de seu território. Entre elas, os assassinatos dos MCs, que marcaram uma geração por meio do funk, e a operação Escudo/Verão, que se tornou a segunda maior chacina do estado, depois do massacre do Carandiru.

14 min
Patri escreve, narra e atua em A Pele do Ouro, documentário que parte de seus diários íntimos para revisitar memórias marcadas pela infância na Venezuela e pelos riscos assumidos na busca do sonhado ouro na Amazônia brasileira. Nos cadernos que acumula ao longo do caminho, onde escreve e desenha o que vive, revela a condição da mulher no garimpo, onde, assim como a terra, tudo é revirado e explorado.

15 min
Thayara é uma mulher indígena da etnia Kaingang que se apresenta com a família em escolas no contexto do Dia dos Povos Indígenas para complementar a renda. Nesse processo, ela reflete sobre suas raízes.

Direção: Gu Vieira
5 min · 2025 · Videoclipe · Livre
Entre o mar e a terra, entre a fé e a festa, “Manto” percorre a Bahia a partir do olhar de quem se deixou atravessar por ela. Durante a Festa de Iemanjá, em Salvador, Gu Vieira registrou imagens de um território onde o sagrado habita o cotidiano: o Rio Vermelho, as águas, as ruas, os tambores, os corpos, as manifestações populares e a força ancestral dos Orixás. Na mesma viagem, escreveu um poema. De volta a São Sebastião, as imagens reencontraram suas palavras e, junto ao violão, deram origem a um samba. O videoclipe nasce desse encontro entre memória e criação. Sem separar o documental do poético, “Manto” transforma uma experiência íntima em uma celebração coletiva da cultura baiana. Um filme atravessado por marés, fé, música e ancestralidade. Um olhar de quem chegou como visitante e voltou carregando consigo um pouco daquele lugar. Porque há territórios que não apenas se visitam. Vestem a gente.

Direção: Luis Sardá e Mário Domingos
19 min · 2026 · Documentário · Livre
SINOPSE - SER CAIÇARA O que é ser caiçara? A partir das vozes de homens e mulheres de diferentes comunidades e gerações, Ser Caiçara constrói uma resposta que não cabe em uma definição única. Ser caiçara se revela no modo de viver e conhecer o território, na relação entre mar, mata e roça, na pesca, na agricultura, na comida, na música, nas festas e nas memórias transmitidas entre gerações. Entre lembranças de um tempo de fartura e práticas que se transformaram ou desapareceram, surgem também os desafios do presente: as mudanças no modo de vida, a perda de tradições e a luta pela permanência no território. Nas experiências de pescadores, agricultores, músicos, artesãos e mulheres caiçaras, o filme revela uma cultura que se transforma sem deixar de afirmar seus vínculos com o lugar e com sua ancestralidade. Mais do que explicar quem é o caiçara, o documentário mostra o que significa viver, lembrar, pescar, plantar, festejar, cuidar, defender, resistir e permanecer. Porque ser caiçara não é apenas pertencer a um lugar: é uma forma de viver o território.

Direção: GORACO (Caco Santos e Igor Fagundes)
6 min · 2026 · Animação · Livre
"Arrelá - entre a terra e o mar" nos leva a um mergulho na cultura caiçara. As lembranças e vivências de uma pescadora nos conduzem por um universo de religiosidade, festa, gastronomia, lendas e lutas dos povos caiçaras do litoral norte de SP.

Direção: Victor Fisch
10 min · 2026 · Experimental · 10 anos
Em 2020, resolvi gravar o mangue, visto da minha casa. Mal sabia eu que as garças iriam ser minhas mais frequentes visitas durante a pandemia.

Direção: Felipe Scapino
21 min · 2026 · Documentário · 10 anos
Tekoa Guarani O que é um Tekoa? Para os Guarani, não é apenas uma aldeia ou um território delimitado no mapa. É o lugar onde a vida acontece em sua plenitude: onde a língua é ensinada, os alimentos são cultivados, os cantos são entoados, os conhecimentos ancestrais são transmitidos e a relação entre pessoas, floresta e espiritualidade se mantém viva. Partindo dessa compreensão, Tekoa Guarani percorre diferentes comunidades Guarani para conhecer seus modos de vida, suas memórias, sua espiritualidade e os conhecimentos que atravessam gerações. O documentário revela como o Nhandereko — o modo de ser Guarani — se constrói na relação profunda com a terra e como cada Tekoa, com sua própria história e características, mantém viva essa identidade. Entre territórios tradicionais, fronteiras, deslocamentos e transformações provocadas pela ocupação não indígena, o filme acompanha histórias de resistência e continuidade. Vozes de lideranças, anciãos e membros das comunidades revelam os desafios enfrentados para proteger a terra, a cultura e o direito de viver segundo seus próprios conhecimentos e valores. Mais do que falar sobre um território, Tekoa Guarani propõe um encontro com uma outra maneira de compreender a vida: aquela em que território, cultura, espiritualidade e comunidade não estão separados. Um território que não é apenas ocupado, mas vivido, cuidado e transmitido como parte essencial da existência. Tekoa Guarani é um documentário sobre território, ancestralidade e resistência — mas, sobretudo, sobre a permanência de um povo que continua afirmando seu modo de ser e seu direito de existir.